Rivotrill – Where have Rivotrill Gone?


Where have Rivotrill Gone?

Rivotrill have gone AWOL.  For a few days, anyway.  Any self-respecting Brazilian will know exactly why, but for the others who do not fall into that category and are wondering what on Earth I am talking about, let me tell you the reason.  All it will take is one word, a word filled with expectation, excitement and endless possibilities.  A word with three syllables: Car-niv-al.

Outside of Brazil, the picture we have of Carnival is one of glamour.  We imagine inches of tanned skin on display, sexy shimmying on floats, dancing perfect Samba, knocking back a caipirinha…did I mention the inches of tanned skin?  We know we would have the time of our lives if we could just get there.  Now, the Brazilians really know how to party, and surely they wouldn’t have the problems we have over here in England, for example, of people not knowing when to stop drinking and causing fights purely for the sake of fighting?  That’s what I naively assumed anyway, thanks to the images of Gisele sipping coconut water whilst watching the procession from a private balcony before jumping on a float adorned in gold sequins in the Sambadrome. Take a look at the below…

Unfortunately, this can be the case and we are seeing more and more of what really happens at street level during Carnival, all thanks to people uploading their videos onto YouTube.  The image has now turned from youthful, shimmying tanned skin to silicone enhanced butt cheeks, smudged makeup and one too many shots of Cachaça.  Not a pretty picture.

Seriously though, Carnival is a very special time in Brazil. The Carnival of Recife/Olinda in the state of Pernambuco is the biggest carnival parade in the world, according to the Guinness Book of World Records.  Unlike Rio and other cities in Brazil where organized parades are lead by Samba Schools in competition with one another, in Olinda the groups play side by side, parading through the streets and interacting directly with the public.  If you’ve never seen Frevo, a dance from Pernambuco with African and acrobatic influences – all performed whilst holding a umbrella – you must take a look.  It tires me out just watching it.  Amazing stuff.

If you’re going to Carnival, have fun, stay safe and enjoy the festivities.  Try not to let anyone ruin your fun and don’t ruin it for any body else.  Ignore my negative spin on things – I’m just bitter I’m not there.

Catch Rafael Duarte of Rivotrill playing with Os Sertões at Rec Beat on 11th February at 9 pm.

Estelle Kealy Freitas


 Aonde esta a Rivotrill?

Rivotrill sumiu,desapareceu. Por alguns dias, pelo menos. Qualquer brasileiro que se preze vai saber exatamente o  por que, mas para os outros que não se enquadram nessa categoria esses devem estar se perguntando de que coisa na Terra eu estou falando, deixe-me dizer-lhe a razão. Tudo o que eu vou dizer é uma palavra, uma palavra cheia de emoção, expectativa e possibilidades infinitas. Uma palavra com três sílabas: Car-na-val.

Fora do Brasil, a imagem que temos do Carnaval é uma das mais glamourosas. Imaginamos centímetros de peles bronzeadas rebolando em sexy exibiçoes em cima de carros alegóricos, dançando Samba perfeitamente, bebendo caipirinha … eu mencionei os centímetros de pele bronzeada? Sabemos que  nos teriamos o melhor  momento de nossas vidas se nós pudéssemos chegar lá. Agora, os brasileiros realmente sabem como fazer uma festa, e certamente eles não teriam os problemas que temos aqui na Inglaterra, por exemplo, de pessoas que não sabem quando parar de beber e causando brigas puramente por uma questão de querer lutar? Isso é o que eu ingenuamente tinha assumido ,de qualquer forma, graças às imagens de Gisele Bündchen bebendo água de coco, enquanto vê o desfile a partir de um camarote privado antes de saltar sobre um carro alegórico adornado com lantejoulas douradas no Sambódromo. Dê uma olhada abaixo …

Infelizmente, isso pode ser o caso e estamos vendo mais e mais do que realmente acontece no nível da rua durante o carnaval, tudo graças a pessoas “baixando” seus vídeos no YouTube. A imagem já se transformou de gostosonas dançando com a pele bronzeada para bunda da Valesca Popozuda com seu o seu siliconado bumbum aprimorado, maquiagem borrada e algumas “lapadas” a mais de Cachaça. Não é uma imagem bonita.

Falando sério, o Carnaval é um momento muito especial no Brasil. O Carnaval de Recife / Olinda, no estado de Pernambuco  com o “Galo da Madrugada é o maior desfile de carnaval do mundo, segundo o Guinness Book of World Records. Ao contrário do Rio e de outras cidades do Brasil, onde desfiles organizados são liderados por Escolas de Samba em competição umas com os outros, em Olinda os grupos brincam e tocam lado a lado, desfilando pelas ruas e interagindo diretamente com o público. Se você nunca viu frevo, uma dança de Pernambuco, com influências africanas e acrobática – todos realizados enquanto segurando um guarda-chuva – você deve dar uma olhada. Ele cansa-me para fora apenas assistindo. Coisas incríveis.

Se você estiver indo para o Carnaval, se divertam, fiquem em segurança e desfrutrem das festividades. Tente não deixar ninguém estragar o seu divertimento e não arruiná-lo para qualquer outra entidade. Ignorar meu lado negativo sobre as coisas – Eu estou apenas amargurada por não estar lá.

Caso queiram ver o Rafael Duarte da Rivotrill ,ele vai estar tocando com Os Sertões no Rec Beat em 11 de fevereiro, às 9 horas da noite no Cais da Alfandega.

Enquanto Lucas dos Prazeres esta tocando com Elba Ramalho  (11/02) em Paudalho-PE e em Recife-PE no Polo Jardim Sao Paulo
…e (12/02) em Bezerros-PE, e depois no Marco Zero.

Estelle Kealy Freitas


Rivotrill – Local Goes Global


Local Goes Global

The globalisation of local music was bound to happen in our free-flowing-information-social-media-crazy-overloaded world.  However, where as globalisation in the traditional sense often means the dissolution of local characteristics or creating a universal state or trend, the globalisation of music is bringing particular regional sounds to the world stage: the music is holding onto its own territory, but it is expanding its domain.

“Digital music services and social networks are making it easier and faster than ever before for previously ‘local’ music to go global” reads the Midem blog post on the key issues facing the future of the music industry.  Seemingly local bands, which may not have previously made any impact outside of their own towns, cities and states, can now reach audiences they had never before dreamed of, and all without leaving home.  If you can find the right image to compliment your sound, get creative with music videos and have a strong social media presence to communicate directly with people, you could be onto a winner.  A cult following may be heading towards extinction.

One of the facilitators of this movement is  BalconyTV.  The story is certainly an entertaining one, starting in co-founder Stephen O’ Regan’s Dublin apartment five years ago. “It’s quite a bizarre startup story. Me and my flat mates were sat in our apartment, and we joked that we should really use our balcony more,” he says.  What they came up with was essentially an art project, filming the comings and goings on their street.  Then one day in 2006 they invited a local band to play on their balcony, the clip became a success and they were then inundated with requests from bands.

“As more musicians took part in videos, the Irish team helped a few bands on their way to greater stardom. An early example of this was a newly signed but as-yet not widely known band called The Script, who performed on  BalconyTV in June 2007. This was the band’s first video performance and in the following four years the band has released two platinum-selling albums. The band’s BalconyTV performance of ‘We Cry’ has been watched over two million times.”

To date,  BalconyTV now operates on balconies in 22 cities around the world, from Mexico to New Zealand, Chile and Russia.  The site’s main goal is to cross cultural borders and offer a taste of different music from around the world: to take local to a global level, with each country deciding who to put on their balcony.

The Internet has transformed the way we listen to music, interact with each other and how we see and access our world.  People are inherently curious  – and often easily bored – so constantly search out new and different things to entertain them.  They also like to show what they have, that they are proud of their cultural heritage and want to share it with others.  That is what makes the sharing platforms we have now so great and so effective.  If you like something, show your friends, your acquaintances, educate people about the many brilliant things we can find in this world. Take local global.

Estelle Kealy Freitas


Bandas Locais no mercado Global

A globalização da música local ja estava prestes a acontecer em nosso mundo,que esta carregado de um fluxo  livre de informação, social-media,etc. No entanto, enquanto a globalização no sentido tradicional muitas vezes significa a dissolução das características locais ou a criação de um estado universal ou tendência, a globalização da música está trazendo particulares sons regionais para o cenário mundial: a música está não somente se segurando em seu próprio território, mas está  expandindo seu domínio.

“Os serviços de música digital e redes sociais estão tornando mais fácieis e mais rápidos do que nunca para a música anteriormente ‘local’ se tornar global”, diz o post no blog da Midem sobre os principais problemas enfrentados no futuro da indústria da música. Aparentemente bandas locais, que ainda nao fizeram qualquer impacto fora de suas próprias cidades ou  estados, podem agora chegar a um público que nunca tinham sonhados, e tudo isso sem sair de casa. Se você puder encontrar a imagem certa para cumprimentar o seu som, ser criativo com os vídeos das músicas e ter uma forte presença na mídia social para se comunicar diretamente com as pessoas, você pode ser um vencedor. Os seguidores de cultos podem estar caminhando para a extinção.

Um dos facilitadores deste movimento é  BalconyTV. A história é certamente bem divertida que começou a 5 anos no apartamento em Dublin do co-fundador Stephen O ‘ Regan. “É uma história bastante bizarra para o começo. Eu e meus companheiros de casa estavamos sentado  em nosso apartamento, e um dos nossos amigos brincou dizendo que deveríamos usar nossa varanda um pouco mais “, diz ele. O que surgiu foi essencialmente um projeto de arte, filmando as idas e vindas em sua rua. Então, um dia, em 2006, eles convidaram uma banda local para tocar na sua varanda, o clipe se tornou um sucesso e eles foram inundados com pedidos de bandas.

“Como mais músicos participaram desses vídeos, a equipe irlandesa ajudou algumas bandas em seu caminho para o estrelato maior. Um dos primeiros exemplos disso foi um recém-assinado, mas como ainda uma banda desconhecida chamada The Script, que se apresentou no BalconyTV em junho de 2007. Esta foi a primeira peformace em video da banda e nos quatro anos seguintes a banda lançou dois álbuns de platina. O video da banda no BalconyTV ‘We Cry’ foi assistido mais de dois milhões de vezes. ”

Até à data de hoje, BalconyTV  opera em varandas de 22 cidades ao redor do mundo, do México à Nova Zelândia, Chile e Rússia. O principal objetivo do site é de atravessar as fronteiras culturais e oferecer um gosto de música diferente de todo o mundo: levar local a um nível global, com cada país decidindo quem colocar na sua varanda.

A Internet mudou a maneira de ouvir música, interagir uns com os outros e como vemos e como  acessamos o nosso mundo. As pessoas são inerentemente curiosas – e muitas vezes facilmente entediadas – tão constantemente buscam coisas novas e diferentes para entretê-los. Eles também gostam de mostrar o que eles têm, que eles estão orgulhosos de sua herança cultural e querendo compartilhá-la com os outros. Isso é o que faz com que as plataformas de compartilhamento que temos agora sejam tão grande e tão eficazem. Se você gosta de algo, mostre aos seus amigos, seus conhecidos, ensinando as pessoas sobre as muitas coisas brilhantes que podemos encontrar neste mundo. Faça mundial  o local.

Estelle Kealy Freitas



Rivotrill – a brand new sound?

During a recent discussion with the band the subject of genre classification came up.  We thought and we thought about which category the band might fit into and how best to describe their sound…

Classical? Not really. Rock? Nope. Pop? Jazz? Funk? Afoxé? Blues? I could continue writing all the musical genres I know and I still wouldn’t have the right one to define what Rivotrill have created.  Few bands can claim to have conceived their own style, to be truly unique, but I think Rivitrill can safely lay claim to this.

So, I ask myself, how has this singular sound come about?  Forget the United States as being the greatest melting pot of cultures on the planet, Brazilians have roots from Africa, Germany, Portugal, Argentina, Italy, Japan…the list is endless.  There are many towns all across Brazil where Portuguese isn’t even spoken as the first language as people try to hold onto their cultural heritage, even many generations on from when their forefathers settled there.  This ethnic diversity has brought about many distinctive sounds with regard to music and music is a part of everyday life in Brazil.  But still, these distinctive sounds are just that: distinctive.  Be it Pagode, Forró, Axé, Bossa Nova, Choro or Brazilian Funk, they are all easily recognisable.

I asked Junior Crato, the bands flautist, whether there was a particular musical style, which brought the band together.  “Actually the influences of each musician in the band are very different,” he says.  “We almost have nothing in common when it comes to influences.”  For a band I would think this is highly unusual; one would normally expect to find a band who all share the same passion for a particular style and that’s what brings them together.  Junior “has more influences from classical music and 1970s rock, Lucas has in his playing the strong presence of Brazilian-African rhythms and Rafa is a musician with characteristics of Brazilian popular music”.  All these influences and differences have come together to create a positive result and one which does not fit into any model we currently have.

I wondered if this made the creative process difficult – a cacophony of different sounds and ideas, which might be difficult to organise – but Junior insists that this is not the case.  “We all came from different musical backgrounds, but it is not so difficult to organise the many ideas we have, the multitude of ideas only serve to stimulate.”  With so much to choose from, one song can develop into three or four complete songs and the result is that they have “a wealth of movements, in addition to creating a climate of expectation for the listener, because you can not predict the melodies.”  The band are “always coming and going from one place to another during the music”.

Does this bring us any closer to defining the sound of Rivotrill?  So far we have a little bit classical, a little bit rock, mixed in with Brazilian African rhythms and Musica Popular Brasileira.  But no, Rivotrill are truly in a league of their own.

Estelle Kealy Freitas


Rivotrill – um novo estilo musical?

Durante uma recente discussão com a banda o tema de qual seria a classificação do  gênero musical surgiu. Nós pensamos e pensamos em qual categoria a banda Rivotrill pode se encaixar e qual a melhor forma de descrever o seu som …

Clássica? Na verdade não. Rock? Negativo. Pop? Jazz? Funk? Afoxé? Blues? Eu poderia continuar a escrever todos os gêneros musicais que eu conheço e eu ainda assim não teria o direito de definir o que a Rivotrill criou. Poucas bandas podem afirmar que concebeu o seu próprio estilo, por ser verdadeiramente original, mas acho que a Rivotrill pode seguramente reivindicar isso.

Então, eu me pergunto, como é que foi criado este som singular? Esqueça os Estados Unidos como o maior pote de fusão cultural do planeta, os brasileiros têem raízes da África, Alemanha, Portugal, Argentina, Itália, Japão … a lista é interminável. Há muitas cidades no Brasil onde o Português não é nem sequer falado como primeira língua ,que sao aquelas cidades onde as pessoas tentam manter o seu património cultural, até mesmo muitos anos depois de quando seus pais se estabeleceram ali. Esta diversidade étnica trouxe muitos sons distintos com relação à música e esta  música é uma parte da vida cotidiana no Brasil. Mas, ainda assim, estes sons característicos são apenas isso: distintivo. Seja Pagode, Forró, Axé, Bossa Nova, o Choro ou Funk brasileiro, todos eles são facilmente reconhecíveis.

Perguntei Júnior Crato, o flautista da Rivotrill, se havia um determinado estilo musical, que uniu a banda. “Na verdade as influencias de cada músico da banda são bem distintas”, diz ele. “não temos quase nada em comum quando o assunto é influencia, viemos de três departamentos bem diferentes no que diz respeito a música.”  Eu acho que isso é altamente incomum para uma banda, o que normalmente se espera encontrar em uma banda  é que  eles compartilhem a mema paixão por um estilo particular e é isso que os unem.Junior Crato tem mais influências de música clássica e do rock anos 1970, Lucas tem em seu jogo a forte presença de ritmos afro-brasileiros e Rafa é um músico com características da música popular brasileira. Todas essas influências e as diferenças se uniram para criar um resultado positivo e  que não se encaixa em qualquer modelo que temos atualmente.

Gostaria de saber se isso fez o processo criativo mais difícil – uma cacofonia de sons e idéias diferentes, que podem ser difíceis de organizar – mas Júnior insiste que este não é o caso. “Viemos todos de diferentes origens musicais, mas não é tão difícil de organizar as muitas idéias que temos, a multiplicidade de idéias só servem para estimular.” Com tanta coisa para escolher, uma canção pode desenvolver-se em três ou quatro músicas completas e o resultado é que eles têm uma riqueza de movimentos, além de criar um clima de expectativa para o ouvinte, porque você não pode prever as melodias.” A banda está “sempre indo e vindo de um lugar para outro durante a música “.

Será que isso nos traz mais perto de definir o som da Rivotrill? Até agora, temos um pouco de Erundito, um pouco de rock, misturado com ritmos afro-brasileiros, Musica Popular Brasileira. Mas não, Rivotrill é  na verdade em um estilo própria.

Estelle Kealy Freitas

Rivotrill – Junior Crato and The Music in his life.


Junior Crato and The Music in his life. 

With no particular musical influences within his family growing up, Junior had to get creative with the objects around him in the family home. “My interest in music as a child was actually pure child’s play.

As a teenager he got a keyboard.  From the first day “I realised that I had a certain ease with music. It did not seem difficult for me to play melodies by ear.” This ability encouraged him to seriously consider the possibility of working with music. “I wasn’t sure if that was what I wanted to do, and it took me a bit of time to decide.”

At 20, Junior made the decision to pursue a career in music.  He left his home city of Cratoin in the state of Ceara and went to Recife to study at the Conservatorio Pernambucano de Musica.  Later, he studied at the Federal University of Pernambuco, where he gained a Bachelor of Arts degree, specialising in Flute.

“From there I really started and put myself in the music business working as a teacher and session musician. Over time I realised I could do something bigger within the universe of music and could build a body of my own work.”

We often see Junior playing different instruments when performing with the band, but there is only one he feels truly comfortable with. “I’m a Flautist,” he insists. “Flute is the instrument that I have mastered technically and the other instruments I play intuitively.  I cannot consider myself a multi-instrumentalist because I have technical limitations with the instruments I did not study.” The other instruments have their purpose within the music to “change the tone and to stimulate the brain so as not to tire the ear of the audience”. He finds it strange to see his name combined with other instruments when people talk about him: “I’d rather just see me as a flutist.”

by Estelle Kealy Freitas


A musica na vida de Junior Crato

Sem particulares influências musicais dentro de sua família , Junior teve que ser criativo com os objetos ao redor dele na casa da família. “meu interesse por musica na infância foi na verdade uma brincadeira de criança.

“Eu gostava de ouvir as músicas em vinil de Natal que estavam em minha casa, e sempre que eu ouvi, eu queria imitar a melodia”. Ele pensou que o som que ele estava ouvindo era um piano, para que ele pudesse colocar uma almofada no colo e fingir que estava tocando isso … “eu me divertia muito”, diz ele, “e eu comecei a brincar de ser um músico, pelo menos uma vez por dia durante um certo tempo.”

Na sua adolescencia, ele ganhou um teclado. “Desde o primeiro dia Eu percebi que eu tinha uma certa facilidade com a música. Não parecia difícil para mim tocar melodias de ouvido”. Esta capacidade encorajou-o a considerar seriamente a possibilidade de trabalhar com música. “Eu não tinha certeza se era isso que eu queria fazer, e isso me levou um pouco de tempo para decidir.”

Aos 20 anos, Júnior tomou a decisão de seguir uma carreira na música. Ele deixou sua casa na cidade de Crato no estado do Ceará e foi para Recife onde começou a estudar no Conservatório Pernambucano de Música. Mais tarde, estudou na Universidade Federal de Pernambuco, onde ganhou uma graduacao em Bacharelado  em flauta.

“A partir daí comecei e me inserir no mercado da música atuando como professor e musico instrumentista. Com o tempo percebi que poderia fazer algo maior dentro do universo da música, e consegui montar um trabalho autoral  chamado Rivotrill, e  nele me encontro realizado como musico.

Muitas vezes vemos Júnior executando instrumentos diferentes ao tocar com a banda, mas só há um que ele realmente sente-se  confortável. “Eu sou um flautista”, ele insiste. “a flauta é o instrumento que estudo e possuo domino técnico, os outros instrumentos eu toco de maneira intuitiva, logo não posso me considerar um multi- instrumentista porque nos instrumentos que não estudei, tenho limitações técnicas, neles só consigo resultados satisfatórios até certo ponto. eu só utilizo outros instrumentos na banda com o propósito de mudar os timbres durante uma música, isso faz com que o cérebro sinta mais estimulo, é um recuso utilizado para não cansar o ouvido do publico. Acho estranho quando vejo meu nome em jornais ou revistas associado a outros instrumentos que não seja a flauta, prefiro que me vejam apenas como flautista”.

Estelle Kealy Freitas


The Instrumental Niche

The music industry is an ever-evolving entity and we find ourselves in a particularly interesting time.  Midem – the annual music industry trade fair in Cannes – has recently published an article on their blog discussing how niche and mainstream music will intertwine in 2013.  The article, however, speaks more about artists taking control of their careers; as a band you can have a successful career and be in charge of your own affairs, without the need for a record label.  This is how the industry is changing.

As an instrumental band, Rivotrill would be considered a niche in the market.  They are not the mainstream, but have very dedicated followers and fans, who love them for what they do: excellent instrumental music, captivating live shows and for staying true to what they set out to do.  They have no one to answer to except their fans.

The new millennium has brought with it many tools, which artists can use for their own ends and means.  Know who your fans are and you can have fans for life.  However, this takes a lot of care and attention and you need to look after them.  They need to be able to contact you, see pictures, videos and interact with you.  You need to have a Facebook page, Twitter, YouTube account.  All of these take time and energy, but time and energy very well spent.

If you want to be part of the mainstream, make popular music and get a record deal, then a record company will pay people to do these things for you.  But ultimately you will pay anyway.  As a niche band calling your own shots it might take some time, but you can have a successful career, take care of these things yourself and ultimately any money you earn will come to you directly.

But, more importantly, what is the one thing you have to do?  Be consistent and never let your fans question why they ever became your fan in the first place.  As always, it’s ultimately all about the music.

Estelle Kealy Freitas


O Nicho Instrumental

A indústria da música é uma entidade que está sempre evoluindo e nós nos encontramos em um momento particularmente interessante. Midem – a maior feira anual no setor da  música  ,realizada em Cannes – publicou recentemente um artigo em seu blog discutindo como “Nicho”*de mercados e as principais bandas irão se entrelaçar em 2013. O artigo, no entanto, fala mais sobre os artistas que tomam controle de suas  próprias carreiras, falam também que como banda você pode ter uma carreira de sucesso e estar no comando de seus próprios negócios, sem a necessidade de uma gravadora. Esta é a forma como a indústria está mudando.

Como uma banda instrumental, a banda Rivotrill seria considerado um “Nicho”* no mercado. Eles não estão entra as bandas  principais do mercado, mas porém com muitos  fãs e seguidores dedicados, que amam o que eles fazem:  que seria uma música instrumental de excelente qualidade, espetáculos ao vivo cativantes e continuam fiel ao que se propuseram  a fazer. Eles não têm ninguém para da satisfação, exceto os seus fãs.

O novo milênio trouxe consigo muitas ferramentas, que os artistas podem utilizar para seus próprios fins e meios. Sabendo quem são os seus fãs você poderá ter-lós para  sempre . No entanto, é preciso de cuidados, atenções e você precisa se encarregar deles. Eles precisam ser capazes de o contatar, ver fotos, vídeos e interagir com você. Você precisa ter uma página no Facebook, Twitter, YouTube. Todos esses elementos levam tempo e energia, mas é um tempo e energia muito bem gasto.

Se você quer ser parte das principais, fazer música popular e conseguir um contrato de gravação,e em seguida, uma gravadora irá pagar as pessoas para fazer essas coisas para você. Mas, no final você é quem paga de qualquer maneira. Como um “Nicho”* de mercado onde você tem que dar seus próprios tiros isso pode levar algum tempo, mas você poderá ter uma carreira de sucesso, cuidar dessas coisas você mesmo e, finalmente, todo o dinheiro que você ganha virá diretamente para você.

Mas, o mais importante é,qual é a única coisa que você tem que fazer? Seja consistente e nunca deixe seus fãs questionarem por que eles se tornaram seus fãs em primeiro lugar. Como sempre, o ultimo analise  é sobre a  música .

Estelle Kealy Freitas

Rivotrill – Chuva Verde

Chuva Verde (the second track on Curva de Vento) starts with the sound of a heavy storm. Suddenly the tempest is swallowed by the flute of Junior Crato – all recorded inside a bathroom. The beautiful flute melody gains strength with the emergence of explosive percussion by Lucas dos Prazeres, captured in the utility room. When the bass from Rafa Duarte comes in, also in the utility room, the music grows rapidly and the deafening peals of thunder and rain dissipate into the background.

But the song goes and goes through multiple landscapes, sometimes melancholy, wandering in the wet flood, then riding in accelerated rhythmic cadence, Lucas’s lively percussion in counterpoint to the melodies of the flute and bass that intersect then shock, approach, merge, move away, walking hand in hand in harmonious conflict, full of enthusiasm and life.

The tracks on the disc flow and give samples of diverse textures: reflecting the lightness of measures, like Charles Mingus; passing through the well designed progressive rock of Jethro Tull, all culminating in the rhythmic and melodic sensations of the music of Northeastern Brazil, with African and Latino influences, a profusion of excellent arrangements, experiencing organic timbres and effects, texturised by the concept of capturing the environment.



Chuva Verde (a segunda faixa em Curva de Vento) começa com o som de uma forte tempestade. De repente, a tempestade é engolido pela flauta de Junior Crato – tudo isso gravado dentro de um banheiro. A bela melodia da flauta ganha força com o surgimento de percussão explosiva por Lucas dos Prazeres, capturado na area de serviço . Quando o baixo de Rafa Duarte vem, também gravado na area de servico, a música cresce rapidamente e os estrondos ensurdecedores do trovão e da chuva dissipar-se ao fundo.

Mas a música vai e passa por múltiplas paisagens, às vezes melancólicas, vagando no dilúvio molhado, então andar em cadência rítmica acelerada, percussão animada de Lucas, em contraponto com as melodias da flauta e baixo que se cruzam em seguida, abordagem, choque, se fundem, se afastar , andando de mãos dadas em conflito harmonioso, cheio de entusiasmo e vida.

As faixas do disco fluem e dão amostras de diversas texturas: refletindo a leveza de medidas, como Charles Mingus, passando pelo rock bem projetado progressivo de Jethro Tull, tudo culminando com as sensações rítmicas e melódicas da música do Nordeste do Brasil, com influências africanas e latinas, uma profusão de arranjos excelentes, experimentando timbres orgânicos e efeitos, texturizada pelo conceito de captar o ambiente.

Rivotrill – Curva de Vento

rivotrill   curva de vento

Curva de Vento is the debut album from the Brazilian instrumental band Rivotrill. Released in 2008, the album was recorded inside a house in Itamaracá, Pernambuco, and counted on the participation of other artists, such as Naná Vasconcelos and Maestro Spok. The songs of the album mix Brazilian, Caribbean and African rhythms, progressive rock and jazz.

The house belonged to a friend of the group. The band and its technical staff spread microphones around the whole house and each group member decided where he would prefer to play (bedroom, bathroom etc.). This way, the musicians could find the best tones for their instruments.

The recording period took around ten days in the Brazilian Spring of 2007 (European Summer). After recording all the instruments, the songs were mixed in a musical studio. However, this phase took much more time and the album was only released at the beginning of 2008.

Curva de Vento‘s release show happened on 25th January 2008. The group performed in the Santa Isabel Theatre, Recife, Pernambuco, for more than 700 people, above the capacity of the venue. The show lasted more than two hours and the band received great public acclaim, and the songs of the band were considered an excellent fusion of Brazilian rhythms, rock and roll and jazz.


Curva de Vento é o primeiro álbum  da banda  instrumental brasileira Rivotrill. Lançado em 2008, o álbum foi gravado dentro de uma casa em Itamaracá, Pernambuco, e contou com a participação de outros artistas, como Naná Vasconcelos e Maestro Spok . As canções do álbum misturaram ritmos brasileiros, Caribenhos e Africano, indo do rock progressivo ao jazz.

A casa pertencia a um amigo do grupo. A banda e tecnicos da equipe espalharam seus microfones em torno de toda a casa e cada membro do grupo decidiu onde preferiria tocar (banheiro, quarto, etc.) Desta forma, os músicos poderião encontrar os melhores tons para seus instrumentos.

O período de gravação levou cerca de 10 dias na primavera de 2007 . Depois de gravar todos os instrumentos, as músicas foram mixada em um estúdio musical. No entanto, esta fase levou muito mais tempo e o álbum só foi lançado no início de 2008.

O show Curva de Vento de lançamento aconteceu no dia 25 de janeiro de 2008. O grupo se apresentou no Teatro Santa Isabel, Recife, Pernambuco, para mais de 700 pessoas,que ficou  acima da capacidade maximado local. O show durou mais de duas horas ea banda recebeu grandes elogios do público, e as músicas da banda foram considerados uma excelente fusão de ritmos brasileiros, rock and roll e jazz.